“Vida longa e duradoura”

Ele te pediu vida, e tu lhe deste! Vida longa e duradoura. (Sl 21:4.)

O rei finito e mortal suplicou ao Rei eterno e imortal (1Tm 1:17) que lhe desse vida, e Deus lhe deu mais do que ele pediu. O suplicante recebeu “vida longa e duradoura” (Sl 21:4). Se o rei aqui é o próprio autor do Salmo, o rei Davi, então ele recebeu 70 anos de vida (2Sm 5:4-5).
Muito mais longas foram as vidas de Abraão (175 anos), Isaque (180), Jacó (147), José (120) e Moisés (também com 120). E muito menos longa foi a vida de Jesus na Terra (33 anos e meio).

Vida longa e duradoura de fato foram as vidas dos descendentes de Adão pelo lado de Sete. Eles viveram em média mais de 907 anos (Gn 5:4-31), mas morreram, exceto Enoque, que, aos 365 anos, foi arrebatado para junto de Deus.
O rei Ezequias também orou para que Deus não o levasse por causa de uma doença terminal e alcançou mais 15 anos de vida (2Rs 20:6) — uma sobrevida não muito grande.

Além da “vida longa e duradoura”, que nunca satisfaz plenamente os anseios mais profundos da alma humana, existe aquela vida que o Evangelho de João chama de “vida eterna” (Jo 3:16, 36; 6:40, 47; 10:28). A vida eterna começa quando a pessoa, pecadora e mortal ao mesmo tempo, crê em Jesus como seu Salvador e Senhor, e dele adquire essa graça. A vida eterna não acaba com a morte física, mas continua para sempre.
Davi deveria ter alguma noção dessa vida eterna, pois diz que não temeria perigo algum, mesmo quando andasse por um vale de trevas e morte (Sl 23:4).

>> Retirado de Refeições Diárias com o Sabor dos Salmos. Editora Ultimato.


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