“Professores cristãos estão vulneráveis à prisão”

Na Colômbia, dar aula em escolas cristãs dentro de comunidades indígenas pode ser um grande risco. Conheça a realidade de professores colombianos que atuam em áreas tribais. Escolas indígenas cristãs no país enfrentam perseguição de autoridades locais. Professores cristãos são presos e têm suas licenças negadas, mas apesar disso, seguem em frente diante da difícil tarefa de ensinar valores cristãos à próxima geração. Seis anos atrás, nas montanhas do sudeste da Colômbia, uma escola cristã chamada “La Esperanza” ou “A Escola da Esperança” foi formada. Ela é pequena, com 39 alunos entre 5 e 15 anos, e fornece a filhos de cristãos indígenas perseguidos e deslocados um local para viverem sua fé livremente. Dirigida por líderes perseguidos da tribo Nasa, o objetivo é prover uma educação baseada em princípios cristãos a serem levados pela próxima geração.

Há alguns meses, o diretor da escola, Aaron, foi abordado por autoridades da região e removido de suas funções como professor acusado de ensinar ilegalmente em uma escola não aprovada pela lei. Essas autoridades são líderes tradicionais de comunidades indígenas em áreas em que o governo os designou como “Entidades Territoriais Indígenas”. Essas unidades independentes territoriais, econômicas e legislativas, foram criadas para a defesa cultural das comunidades indígenas – e operam efetivamente como um país dentro de um país.

A administração da lei nessas áreas é definida pelas comunidades, seus ancestrais e a visão de mundo xamanista. O cristianismo e a educação cristã são vistos como inimigos. Então, apesar da Constituição colombiana dizer que todos têm o direito de professar, expressar e propagar sua fé livremente, sem medo de retaliação, ameaças ou perseguição, a defesa desses direitos não é completamente realizada no país. Na maioria das reservas indígenas da Colômbia, ser um cristão ou encorajar o cristianismo é um crime – e todo crime é punido.

O professor cristão, Yobani Yoino, por exemplo, ficou na prisão por três anos sob falsas acusações de ensinar ilegalmente em uma escola sem autorização – as mesmas acusações que as autoridades usaram contra Aaron. Apesar de, segundo a Organização das Nações Unidas, a educação ser um direito fundamental que deve ser defendido e encorajado pelos governos, comunidades cristãs que estabelecem pequenas escolas nas áreas não são bem recebidas.

Aaron foi solto no mesmo dia, mas as acusações permanecem. As autoridades têm reunido falsas evidências com objetivo de atacar a liderança cristã da escola.

Publicado no Boletim Semanal do dia 20/10/2019

O Editor