“Livres para amar” – (Boletim 1060)

Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é aceitável aquele que, em qualquer nação, o teme e pratica o que é justo. (At 10:34, 35).

exclusãoNos dias de hoje – infelizmente – é muito comum, na igreja, nos concentrarmos mais naquilo que nos divide, em vez de focarmos no Senhor e Salvador que nos uniu. Nos esquecemos que a comunhão com Cristo é base suficiente de comunhão um com o outro, pois nunca devemos excluir alguém a quem Deus incluiu em seu povo.
Somente em Cristo conseguimos desfrutar da verdadeira liberdade da aceitação, e desfrutarmos de uma unidade que não dá atenção para as fronteiras do preconceito, e da indiferença tão comuns neste mundo. Essa unidade e essa liberdade só é possível àqueles que, por meio do evangelho, foram alcançados e libertos.
A vida cristã é um processo de contínuo realimento de nossas condutas, frente aos pressupostos do mundo. Sem esse realimento teremos inevitável – e conseguintemente – de manufaturar a nossa autoestima, comparando o nosso “grupo” com outros “grupos”, nos esquecendo que a mensagem do Evangelho nos torna impuros sem Cristo, e todos puros Nele. Essa espécie de barreira torna-se uma resistência ao Evangelho genuíno e verdadeiro.
A solução apresentada na Bíblia Sagrada é fazer as pessoas se sentirem estimuladas a verem suas qualidades no amor de Cristo, apontando para o valor e a dignidade que possuem. Todos temos chamados diferentes para desempenhar funções diferentes no corpo de Cristo. Portanto, é possível adaptar o Evangelho a diferentes pessoas, ao mesmo tempo que conservamos a sua essência. Se fomos alcançados pela mesma graça, logo todos viemos do mesmo poço de perdição, e, sendo assim, indignos da mesma salvação que pela graça nos foi dada.
Pensando assim, somos iguais; somos irmãos, filhos do mesmo Pai, constituindo a mesma família e participantes da mesma bênção. Outrora desconhecidos e trilhando cada um pelo seu próprio caminho, andamos agora em um só caminho e caminhando na mesma direção. O Deus que não faz acepção de pessoas convida a todos: – pessoas de todas as tribos, povos, línguas e nações, a viverem e desfrutarem de seu amor no meio da comunidade dos santos – a chamada Igreja – a noiva do Cordeiro.
Jamais esqueçamos as Palavras de Paulo à Igreja da Galácia:
“Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão”. (Gálatas 5:1).

Rev. Alexandro Felizardo

O Editor