Pr. EDUARDO/DONÁRIA

Projeto Rio de Esperança – Missionários Eduardo e Donária Magrin (Amazonas)

Este projeto visa alcançar os ribeirinhos do Rio Purus no Amazonas. Confiantes no Senhor que vai adiante, o casal Pr. Eduardo e a Miss. Donária Magrin, já estão no Amazonas e contam com o apoio e parceria da Igreja de Cristo. Crendo que diante deles existem grandes desafios, mas maior do que tudo e todos é o nosso Deus. Visitem sua página no facebook: Projeto Rio de Esperança.


Queridos irmãos, paz e graça!
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. (…) Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. (…) Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não a dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (João 14: 1, 16, 27).
Esta certeza nos encoraja. Não estamos sozinhos, temos o Espírito Santo consolador ao nosso lado nos fortalecendo em toda caminhada. Portanto, por que tanta preocupação se a paz é concedida por aquele que está conosco? Tal meditação deve gerar confiança em nosso coração. A simples convicção de que estamos acompanhados, não por homens, mas pelo fiel Consolador que promove a paz de espírito.
Guiados pelo Senhor, queremos compartilhar um pouco da nossa viagem missionária a algumas comunidades ribeirinhas. Como são tantas coisas, gostaria de resumi-las nessa carta.
Após a pós-graduação em Antropologia Intercultural, nos reunimos com o Pr. Alcedir Sentalin, homem íntegro e comprometido com o Reino, para que ele nos direcionasse em nossas viagens.
Viajamos para descansar em Rio Preto da Eva por dois dias. Depois o Pr. Alcedir nos levou a Itapiranga. Lá almoçamos e partimos à tarde para São Sebastião do Uatumã, uma cidade ribeirinha, era o aniversário de nove anos da igreja; viajamos de barco durante 3h30min. Após o culto, fizemos uma reunião com os pastores daquela região e foi decidido que iríamos para a cidade de Urucará. Viajamos por mais 1h40min; ficamos com o pastor Cleildo e sua família em sua casa. No domingo à tarde fomos para o rio com o pessoal da igreja em uma moto triciclo – uma moto com reboque que eles utilizam para transportar pessoas e bagagens. Nos divertimos em um banho gostoso. À noite Eduardo pregou na congregação. Refletimos sobre as diversas necessidades, como no louvor. Enquanto temos um grupo bem formado, com vários tocadores e diferentes vozes, ali não tem ninguém, a mulher do pastor é quem se esforça para cantar. Na segunda-feira pude lavar nossas roupas.
Ainda na segunda-feira partirmos para o rio Carará, mas precisamente na comunidade do Sol Nascente. Aqui a perseguição contra os cristãos evangélicos é real, os moradores da comunidade ameaçam tocar fogo no prédio em que eles se reúnem, sendo que esse não pode ter o nome de igreja, pois só foi implantado porque é uma biblioteca aberta para a comunidade. Conversando com um integrante da comunidade, que já é cristão, ele relata que a comunidade está se alto-destruindo. Por causa da rivalidade existem muitas intrigas; ele afirma que só a paz em Cristo pode mudar essa situação.
Na terça-feira saímos com destino a uma longa viagem no barco visitando as comunidades isoladas. Apreciamos a imensidão do rio Amazonas. Chegamos a comunidade Maranhão ainda pela manhã; tivemos que cozinhar no barco, com água do rio – a vida ribeirinha gira em torno do rio; tudo eles fazem nele e com ele, como cozinhar, lavar roupas, tomar banho, fazer suas necessidades fisiológicas, etc. – conhecemos o senhor Bena, nosso comandante, e sua esposa Edicleide. Além de muito simpáticos e crentes em Cristo, ambos com uma linda história de vida e conversão. Nessa comunidade com 13 casas, fizemos evangelismo, e à tardinha foi o culto.
(Continuaremos no próximo boletim)

(Continuaremos no próximo boletim, o nº 1020)

As Notícias acima foram Publicadas no Boletim nº 1019, de 22/04/2015

(Conclusão) – Boletim 1020

Interessante destacar que a mãe da Edicleide não é evangélica, mas muito católica. Evangelizamos e a convidamos para o culto, para nossa surpresa e alegria da Edicleide, ela foi.
À noite, dormimos no barco, eu tranquila e Eduardo com medo de onça, porque o comandante falou que elas, antigamente, apareciam lá na beira onde estava o barco.
Ao amanhecer partimos para a comunidade no Mocambo, 4h de viagem. Nossa tripulação era formada pelo comandante Bena, sua esposa, o Pr. Willer, seu José, Thiago, um jovem, Eduardo e eu. No caminho achamos uma casa na várzea – lugar que fica submerso quando a água do rio sobe em determinada época do ano – lá compramos a “banda” de uma capivara para nossa refeição. Chegamos à comunidade, bem isolada, e realizamos o culto com a família de seu Raimundo, o único cristão.
Na quinta chegamos à agrovila de Mocambo, com cerca de três mil pessoas. Realizamos o primeiro contato nessa comunidade com a família do Raimundo, evangelizamos em duas casas e percebemos a necessidade de Cristo, uma das mulheres a quem visitamos pediu oração porque não entendia seus sentimentos, por vezes sentia-se triste, com vazio no peito. Oramos para que Deus preencha esse vazio.
Sempre dormíamos no barco e logo cedo viajávamos para outra comunidade, nas tardes evangelizávamos, para os que já eram cristãos havia discipulado, e à tardinha realizávamos cultos nas casas.
Ainda visitamos as comunidades da Águia. No sábado chegamos a Parintins e já partimos para Nhamundá.
Em Nhamundá foi diferente, já era uma igreja com maior número de cristãos, a maioria indígenas da etnia Hiskaryana. À tarde foi o trabalho com as crianças, depois eles jogaram queimada, à noite tem futebol com os jovens, também jogamos. No domingo eu, Donária, dei o estudo e à noite Eduardo pregou. Tivemos a oportunidade de conversar com irmãos, compartilhar experiências e aprender bastante com eles.
Na segunda pegamos o navio que vai até Manaus, em uma viagem de 24hs.
Queridos irmãos, Deus nos proporcionou muitos momentos e reflexões, quando nos encontrarmos compartilharemos detalhadamente. Mas o que nos marcou foi à necessidade de compartilhar o Evangelho, entendendo a cultura deles e a manifestação da fé simples que eles possuem, vivem isolados, mas servem a Cristo, isso é valioso demais. Passam uns três meses para receberem o discipulado, mas o Senhor gera perseverança. Agora estamos no Centro de Treinamento Missionário – CTM da Igreja Presbiteriana de Manaus. Nessas próximas semanas ministraremos aulas no treinamento desses missionários. Em breve enviaremos mais notícias.
Amamos cada um de vocês e sentimos saudades. O nosso desejo é que vocês permaneçam alicerçados e firmes, sempre abundantes na obra do Senhor e confiando no seu poder. Muito obrigado pelas orações, apoio e amizade.
Grande abraço, Com muito amor e carinho, Donária e Eduardo.
#Pedidos de oração:
• Por nossa saúde;
• Por nossa família;
• Por capacitação para os módulos que iremos ministrar nos seminários;
• Por nossa Igreja, Aliança, DOM e DEMIC;
• Por nossas viagens;
• Pelas indígenas da etnia Hiskaryana, elas são cristãs e segundo a tradição da aldeia, o pai é quem escolhe seus maridos, oremos para que Deus dê sabedoria aos pais nessa escolha.
• Por todos os nossos amigos e mantenedores.

O Editor