“Unidade, um PILAR do Cristianismo. (Salmos 133)”

O que é a união entre irmãos (v.1): “Quão bom e quão prazeroso é os irmãos viverem unidos!”. O salmista tem o intuito, não de falar sobre junção, apenas de pessoas em uma reunião ou festa. Sua fala é de uma união duradoura, consistente e sólida. Ele não fala de um fato circunstancial, mas um estado de algo saudável, prazeroso.

Essa unidade é descrita com dois adjetivos: 
O primeiro deles é “bom”. Isso quer dizer que há benefícios coletivos e individuais no vínculo fraternal. Em outras palavras, há valor prático positivo nessa unidade comunitária.

O segundo adjetivo é “prazeroso”. Este prazer de união proporciona uma sensação maravilhosa, aconchegante, e toda alegria é proporcionada pelos sentimentos dos irmãos e não por situações externas gerando este prazer da união dos irmãos. Não podemos desprezar a união entre irmãos, quer seja de sangue, ou em Cristo. Vemos também que a união tem suas comparações para validar a importância da união:

1 – É o “óleo (azeite) perfumado” (v.2a): “É como o óleo aromático [derramado] sobre a cabeça”. O óleo no contexto bíblico tem seus valores como usá-lo no balsamar alguém; servia como remédio para curar ferimentos, na consagração de sacerdotes e reis. A importância que o salmista Davi compara tem sua grande importância como a consagração de um sacerdote. Além dos benefícios naturais do óleo, Davi associa sua imagem à consagração de Arão, no qual o óleo representava não apenas a separação dele e de seus filhos para o serviço do Senhor, como também a perpetuidade do chamado (Êx 40:13-15).
2 – O segundo é o “orvalho” (v.3a): “É como o orvalho do Hermom que desce sobre os montes de Sião” Geograficamente, essa descrição é impossível de ocorrer já que o monte Hermom fica no Extremo Norte de Israel, local de onde brota o rio Jordão, e o monte Sião é localizado em Jerusalém, cerca de duzentos quilômetros ao sul. Além disso, a água que desce do Hermom corre pelo Jordão, mas não pode subir morro acima até Jerusalém. Contudo, o salmista não está pensando em termos geográficos, mas, sim, em termos teológicos. Nesse sentido, as águas abundantes que descem do Hermom, atravessando Israel de norte a sul, produzem: suprimento e a bênção.

A união traz sobre nós a provisão do Senhor e a sua Bênção. Todo esforço que fazemos em manter a união da Igreja nos tornara saudáveis, alegres e esta ação atrairá a bênção do Senhor sobre nós.
Pr. André Moraes


O texto acima foi Publicado no Boletim Semanal nº 1113, de 12/02/2017

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