“A responsabilidade dos avós cristãos”

“O Deus de Abraão e o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue entre nós. E jurou Jacó pelo Temor de Isaque, seu pai.” (Gênesis 31:53).

Esse trecho da Palavra de Deus fala de um acordo entre Labão e Jacó (sogro e genro).

abraao-e-isaquePode-se verificar na genealogia de Jacó que todos criam em Deus! Todos descendiam de Sem, filho de Noé, homem de Deus e de fé, que transmitiu à sua descendência o temor do Senhor. Por essa razão, Abraão foi escolhido por Deus para uma grande obra. Podemos verificar que Labão, mesmo tendo enganado a Jacó, por várias vezes, era temente ao Deus de seu pai Betuel, filho de Naor, irmão de Abraão, pois invocou o Deus de seus pais como aquele que deveria julgar o acordo feito entre eles.

Como avós, a nossa responsabilidade é grande, porque a nossa vida com Deus refletirá nos nossos descendentes. É dever dos avós crentes transmitirem para os filhos – e netos – os ensinamentos da Palavra de Deus através de sua vida, refletida nos seguintes pontos:

Testemunho de vida cristã: Se nossos filhos e netos virem a nossa vida de oração e meditação na Palavra de Deus, e de um real testemunho cristão, com certeza eles procurarão viver da mesma forma. O exemplo de Isaque é muito válido.

Vida de oração: Isaque foi um homem que viveu realmente na presença de Deus. Ele tinha uma vida de oração. “Saiu Isaque a meditar no campo, à tarde” (Gênesis 24:63); ele tinha uma comunhão íntima com Deus e ouvia sua voz.

Saber ouvir a voz de Deus e obedecer: Isaque sabia ouvir a voz de Deus: “Apareceu-lhe o Senhor, e disse: Não desças ao Egito; habita na terra que eu te disser. Mora nesta terra, e serei contigo, e te abençoarei; pois a ti e à tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai”. (Gênesis 26:2-3). Isaque ficou em Gerar e não desceu ao Egito, por ser obediente, e foi abençoado. Semeou Isaque naquela terra, e no mesmo ano recolheu cem vezes mais, porque o Senhor o abençoava. Engrandeceu-se o homem, e foi-se enriquecendo, até que se tornou muito poderoso. A prosperidade é consequência da obediência à Palavra de Deus.

Real testemunho de vida: Mesmo quando invejado e perseguido, Isaque não contendia com os vizinhos, nem foi soberbo por causa da riqueza que adquiriu: Possuía ovelhas e bois, e muita gente de serviço; de modo que os filisteus o invejavam. Por isso entulharam todos os poços que os servos de seu pai tinham cavado, nos dias de Abraão, enchendo-os de terra“Isaque partiu dali e cavou outros poços, mas os pastores de Gerar o tomaram por mais duas vezes…; no entanto, ele não contendeu com eles e cavou outro poço…” (Gênesis 26:18, 22).

Vera Barreto Motta e ValdíviaA nossa vida como cristãos reflete nos nossos filhos e netos. Se formos contendenciosos eles não verão a glória de Deus nas nossa vidas. Muitos querem que os filhos e netos estejam na igreja; no entanto, não dão um exemplo de vida; têm péssimos testemunhos com os vizinhos, vivem para criticar e falar mal dos outros, e não lêem a Palavra, nem oram! Como querem que os filhos e netos creiam no que pregam? Isaque tinha uma vida de oração, de meditação, ouvia a voz de Deus e obedecia; por isso, foi abençoado, e a sua descendência herdou a terra prometida. O Salmo 37 é um exemplo de promessas para a descendência do justo: “Fui moço, e agora sou velho; contudo, nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (v. 25).O Senhor ama os justos, e não desampara os seus santos. Eles serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada” (v. 28).

Que a nossa descendência seja preservada para sempre, através do nosso testemunho.

photoProf.ª Vera Lúcia Barreto Motta (Clique e visite seu Facebook)

Matéria publicada na Revista Folha Evangélica/2001 - Ano 1 - nº 4 - Edição Mensal
Jornalista responsável: Alírio de Souza Oliveira - DTR 1718
A Prof.ª Vera Barreto é membro da igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande - Centro

O Editor